Dear Dear...
agosto 29, 2017
Não sei exatamente como começar essa carta, mas tenho plena consciência de que provavelmente vai acabar virando um fluxo livre de pensamentos, e eu não pretendo revisar absolutamente nada (pra me manter na confusão do dia a dia), então vamos lá.
Eu acredito que, no presente momento, faça cerca de 5 anos que nos conhecemos. Eu costumo atribuir a data a algum lugar perdido entre o final de 2012 e o início de 2013. Não que isso importe tanto assim, mas é um bom começo.Em outros lugares desse blog, estarão diversas referências a respeito da nossa relação e amizade como um todo, então aqui vou me ater ao básico.
Eu te amo. Amo a nossa amizade, as nossas conversas, a nossa cumplicidade, a nossa simplicidade complicada, as narrações do dia a dia, a compreensão mútua, o suporte incondicional, o respeito divertido, as ameaças carinhosas - e as nem tão carinhosas assim -, o ciúme (claramente) saudável, as lembranças veladas, os crushes compartilhados, os shipps estimulados, as conquistas mundiais, as referências e cada mínimo momento.
Acima de tudo, no entanto, eu amo a pessoa que você é. Eu amo a complexidade de sentimentos que você apresenta, amo todas as dualidades, os momentos de aberturas, os de introspecções, os de adivinhações e os de suposições. Eu amo sua autenticidade, sua coragem, seu apego aos seus princípios, seu senso aprimorado de auto-preservação. Eu amo seu ativismo político, sua altivez (que, por vezes, deveria ser maior que é de fato), sua ortografia (muito importante), seu gosto musical e a forma como você não se importa de concordar em discordar. Amo até os teus vícios prejudiciais e potencialmente mortíferos. Amo-te e admiro-te. Admiro tudo que foi dito anteriormente (menos os vícios), mas, principalmente, o seu surpreendente bom gosto para amigos e dears - porque estava sendo muito altruísta até então. Permita-me ser um pouco narcisista - tal como no dia a dia - e deixe-me falar de mim.
Eu, com astro-rei e satélite-natural em escorpião e com ascendente em câncer. Quase sempre toda errada, por vezes super certa. Viciada em cafeína, em arte, em cultivar frescuras e em manter seus amores por perto. Mais que tudo, grata. Grata por ter tido a verdadeira honra - e isso será dito pouquíssimas vezes, porque tenho medo que seu ego exploda - de poder te acompanhar nos últimos anos e de ter tido a oportunidade de cativar alguém como você e de conquistar (espero eu) tua confiança. Grata de poder compartilhar tantas doses de vida com alguém que outrora eu nem conhecia e hoje nem consigo me imaginar sem. Grata por ser a melhor namorada de mentira que você terá, aos olhos da Isa, por toda sua vida. E por ter inteligência o suficiente pra saber o quanto você vale a pena.
Você tende a me agradecer, eventualmente, por trabalhar na manutenção da nossa amizade, mesmo que, por vezes, seja preciso uma certa unilateralidade. O que você não entende - e eu sinto muito se tiver sido eu que nunca deixei claro - é que não é nada além de puro egoísmo. Eu corro atrás, e pretendo continuar pelo tempo que me for permitido, mas apenas porque vale a pena. Apenas porque eu tive a sorte de identificar logo de cara o quão sensacional você é como pessoa e o quanto eu queria tê-lo na minha vida. E não estou falando isso para encher sua bola, nem nada do gênero - vai por mim, é o tipo de coisa que eu só faço por professorx, e olhe lá! -, mas porque eu sei que, de vez em quando, bate uma bad de autodeterioração e do questionamento do seu valor próprio - eventualmente, tem um crush na equação, até - e, nessas horas, eu gostaria que você conseguisse se ver exatamente da forma como eu te vejo. Garanto, de papel passado, que nunca mais se repetiria. Eu poderia até colher depoimentos perdidos entre meus amigos presenciais sobre o quanto sou orgulhosa de ser sua amiga, eventualmente, mas não vou correr o risco de sentir ciúmes de novo.
Por agora, acabo aqui. Talvez escreva mais outro dia. Feliz aniversário, feliz 17 anos - de novo e para sempre.
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